Amassou o bilhete e jogou no lixo do refeitório.
Contou ao Zico o que estava acontecendo.
- Onde está o bilhete? - Perguntou o amigo.
- Joguei no lixo.
- Mas é a nossa única pista. Já verificou o seu material?
- Não tem como pegar nada está tudo nas minhas costas, aqui na minha mochila.
- Muito bom! A minha também está aqui. Quanto a isso podemos ficar tranqüilos. Se eu não tivesse jogado o meu bilhete fora... Mas vamos ao lixo.
- O quê? Eu não vou pegar nada no lixo depois do recreio. – Esbravejou Luca.
- É nossa única chance!
- Você é detetive agora?
- Não, mas podemos mostrar pra diretora.
- Tá bom! Então, você mexe no lixo.
- Eu não! Você mexe. Você sabe onde está.
Luca não gostou nada da idéia, mas entrou no refeitório e esperou que todos saíssem. Júlia, a menina mais linda da escola na opinião dele, foi uma das últimas pessoas a sair. Quando Luca olhou pra ela se sentiu um pouco envergonhado pelo que iria fazer.
Começou a revirar o lixo. Quando Dona Sandra, da cantina, viu a cena e chamou a atenção dos meninos. Neste exato momento, Júlia ouviu, achou que fosse com ela, voltou e viu Luca perto da lixeira, mas não disse nada, apenas o olhou com espanto e saiu novamente.
- Francamente! Na sua casa não tem o que comer? Sua mãe não vai gostar nada de saber dessa história Luca!- Disse Dona Sandra com as mãos na cintura.
- Não é nada do que a senhora está pensando! - Disse o rapaz gaguejando.
- Se eu não conhecesse você e nem sua família diria que estava sim, a fuçar o lixo como um porco! Já pra sala de aula, antes que eu chame Dona Elidia.
Os garotos saíram correndo para a sala.
- E aí? Conseguiu pegar o bilhete?
- Um pouco sujo de sopa, mas está aqui.
Neste momento passava alguém pelo corredor. Era o professor esquisitão de química. Os alunos tremiam de medo dele pelo jeitão maluco que ele tinha, mas explicava muito bem.
- Guarda isso! Depois da aula vou até sua casa e veremos o que fazer. – Ordenou Zico.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Primeira parte do livro O estranho caso do material escolar
O ESTRANHO CASO DO MATERIAL ESCOLAR
Na pacata cidade de Oeste viviam Luca e Zico.
Os dois eram muito amigos e estudaram juntos desde o primeiro ano escolar.
Agora que eles estavam no sexto ano, coisas estranhas estavam acontecendo.
A escola que eles estudavam era a maior da cidade e sempre foi muito bem organizada. Claro; todos os pais estudaram lá. Então eles mesmos cuidavam do patrimônio que era de todos.
No jantar na casa de Luca todos os dias, o pai perguntava:
- Como foi hoje no colégio?
- Tudo bem! - Respondia Luca.
Isso foi assim até meados de maio; pois, quando o pai perguntava, o menino respondia:
- Ainda não descobriram nada. Os materiais continuam sumindo.
- Sumiu alguma coisa sua? Perguntou a mãe.
- Não! Mas do Zico sim e de outro aluno da sala ao lado também.
- O que pegaram do Zico? - Perguntou o pai.
- Uma caneta colorida que tem o nome do pai dele. Quer dizer o nome dele.
- A caneta do Joaquim! - Disse o pai espantado.
- Pobre Joaquim! Temos que fazer alguma coisa! Amanhã mesmo vou à escola saber sobre isso. - Comentou a mãe já limpando os pratos.
- O pior, vocês não sabem! – Exclamou Luca.
- O que foi? - Perguntaram os dois juntos.
- Agora a vítima recebe um bilhete, com aviso de que será roubada.
- Mas é o fim dos tempos! Dona Elidia tem que fazer alguma coisa. - Disse a mãe estupefata.
Todo o dia sumia alguma coisa naquela escola e isso estava começando a preocupar os pais. Com a reunião que a comunidade fez resolveu-se até colocar um guarda na escola,
mas ele ainda não tinha descoberto nada.
No dia seguinte em que a mãe do Luca foi à escola, aconteceu uma coisa mais estranha ainda; ele próprio recebeu um bilhete. Os bilhetes não eram comuns. Eram feitos com jornal, ou seja, as palavras se formavam com letras de jornal. Ao abrir o bilhete Luca ficou branco de susto. V O C Ê S E R Á O P R Ó X I M O!
Na pacata cidade de Oeste viviam Luca e Zico.
Os dois eram muito amigos e estudaram juntos desde o primeiro ano escolar.
Agora que eles estavam no sexto ano, coisas estranhas estavam acontecendo.
A escola que eles estudavam era a maior da cidade e sempre foi muito bem organizada. Claro; todos os pais estudaram lá. Então eles mesmos cuidavam do patrimônio que era de todos.
No jantar na casa de Luca todos os dias, o pai perguntava:
- Como foi hoje no colégio?
- Tudo bem! - Respondia Luca.
Isso foi assim até meados de maio; pois, quando o pai perguntava, o menino respondia:
- Ainda não descobriram nada. Os materiais continuam sumindo.
- Sumiu alguma coisa sua? Perguntou a mãe.
- Não! Mas do Zico sim e de outro aluno da sala ao lado também.
- O que pegaram do Zico? - Perguntou o pai.
- Uma caneta colorida que tem o nome do pai dele. Quer dizer o nome dele.
- A caneta do Joaquim! - Disse o pai espantado.
- Pobre Joaquim! Temos que fazer alguma coisa! Amanhã mesmo vou à escola saber sobre isso. - Comentou a mãe já limpando os pratos.
- O pior, vocês não sabem! – Exclamou Luca.
- O que foi? - Perguntaram os dois juntos.
- Agora a vítima recebe um bilhete, com aviso de que será roubada.
- Mas é o fim dos tempos! Dona Elidia tem que fazer alguma coisa. - Disse a mãe estupefata.
Todo o dia sumia alguma coisa naquela escola e isso estava começando a preocupar os pais. Com a reunião que a comunidade fez resolveu-se até colocar um guarda na escola,
mas ele ainda não tinha descoberto nada.
No dia seguinte em que a mãe do Luca foi à escola, aconteceu uma coisa mais estranha ainda; ele próprio recebeu um bilhete. Os bilhetes não eram comuns. Eram feitos com jornal, ou seja, as palavras se formavam com letras de jornal. Ao abrir o bilhete Luca ficou branco de susto. V O C Ê S E R Á O P R Ó X I M O!
sábado, 29 de outubro de 2011
Todos os dias um pedacinho desta aventura
Se você gosta de histórias de aventura, logo logo você as terá aqui nesta página. Todos os dias. O que acha?
O ESTRANHO CASO DO MATERIAL ESCOLAR
Luca e Zico tem um mistério para desvendar na tradicional escola de uma cidadezinha chamada Oeste.
O ESTRANHO CASO DO MATERIAL ESCOLAR
Luca e Zico tem um mistério para desvendar na tradicional escola de uma cidadezinha chamada Oeste.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Chegando a hora
Os sonhos de Nízia é um livro de muita emoção e aventura. Você vai se envolver numa viagem de mistério e grandes descobertas. Se você acha que o sonho acaba quando acordamos está totalmente enganado (a). Dia 08/abril/2011 Buriti shopping Guará na Nobel livraria noite de autógrafos. Você não pode perder.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Achei essa Crônica muito boa. Quem gosta de Arte tem que ler.
É O AMOR - por Ricardo Kelmer
Como sou besta para chorar, é claro que ensopei a manga da camisa vendo 2 Filhos de Francisco (direção de Breno Silveira). Sempre me tocam histórias de superação, isso de lutar por um sonho. Não sou fã de música romaneja mas é comovente assistir, passo a passo, a trajetória do artista que apesar das dificuldades não desiste de sua arte. Mas aí a pulga me coça a orelha: e os outros zezés e lucianos por aí?
A dupla do filme conseguiu chegar lá. Antes passaram muita necessidade, engraxando sapato, vendo a mãe chorar porque não tinha comida em casa, perderam um irmão. Palmas, eles merecem. Mas, que diacho, eu não consigo deixar de pensar nos outros. Poizé, todo mundo saindo do cinema cantando feliz e eu, o estraga-prazer, pensando naqueles que lutaram tanto ou até mais e, no entanto, não chegaram lá. E aí?
E aí o quê, é isso mesmo, é a vida, uns chegam e outros não. É, você tem razão, se todos chegassem não caberiam todos no palco. É necessário que a maioria não chegue para que alguns possam chegar. Cruel matemática a do sucesso artístico. Então a vida é injusta? É assim que ela trata seus artistas, aqueles que têm a sagrada missão de divertir e emocionar o povo? O que afinal está errado com a arte? Por que para a grande maioria a arte é um sonho que nasce colorido mas aos poucos se transforma em pesadelo e faz da vida um trágico erro de percurso?
Tenho um palpite. Ele é fruto de tudo que aprendi em minha própria vida, buscando ser escritor num país de não-leitores. Não existe fracasso na arte. Porque a arte, por si só, é a eterna celebração da vida. Aqueles que a vida escolhe para serem artistas têm a missão de fazer arte e pronto. Se conseguirão se sustentar com ela, isso é outra coisa, a arte em si nada tem a ver com isso, não lhe peçam o que não é de sua competência. A maioria dos artistas, de fato, não consegue se sustentar e desiste. Os que conseguem, a maioria abre concessões em seus ideais e assina algum tipo de acordo com a indústria de consumo rápido. Uma parte prossegue a duras penas, sempre maldizendo o sistema e envolta em amargura.
Mas há aqueles que, mesmo com reconhecimento curto e dinheirinho minguado, continuam com sua arte, são felizes e não abrem mão dela - porque não saberiam viver longe de seu grande amor. Jamais terão sua história contada no cinema mas ela, certamente, é a melhor de todas as histórias. Esses encarnam o verdadeiro espírito artístico: fazer arte pela arte. Esses deram a volta completa na roda da experiência e chegaram. Não ao estrelato, ao panteão luminoso das celebridades - chegaram ao ponto mágico de compreensão onde vida e arte se tornam uma coisa só e o dinheiro e a fama não são mais importantes do que continuar fazendo arte, continuar fazendo, continuar.
Esta crônica é uma homenagem aos que chegaram. Mas é uma homenagem ainda maior aos que chegaram ou chegarão à mais profunda verdade artística, aquela que diz que no final da jornada, lá onde paramos para enxugar o último suor de tantas labutas, nós olhamos para trás e vemos toda a estrada que percorremos. Veja, lá estamos nós, dia após dia, no ônibus, a pé, sacoleiros da esperança a carregar os sonhos de um lado para outro, vendo muitos morrer pelo caminho, arrastando os que sobram, sempre visualizando lá na frente um horizonte de recompensas - horizonte que sempre se revela apenas mais uma estação na difícil viagem.
Nós olhamos para trás e entendemos que, apesar de tudo, valeu a pena sim, que mesmo devendo o aluguel, não devemos a alma. Que mesmo sem saber como seria o dia seguinte, nós cumprimos nosso destino. Por amor à arte. Que no fundo é o mesmo amor à vida.
É o amor.
Como sou besta para chorar, é claro que ensopei a manga da camisa vendo 2 Filhos de Francisco (direção de Breno Silveira). Sempre me tocam histórias de superação, isso de lutar por um sonho. Não sou fã de música romaneja mas é comovente assistir, passo a passo, a trajetória do artista que apesar das dificuldades não desiste de sua arte. Mas aí a pulga me coça a orelha: e os outros zezés e lucianos por aí?
A dupla do filme conseguiu chegar lá. Antes passaram muita necessidade, engraxando sapato, vendo a mãe chorar porque não tinha comida em casa, perderam um irmão. Palmas, eles merecem. Mas, que diacho, eu não consigo deixar de pensar nos outros. Poizé, todo mundo saindo do cinema cantando feliz e eu, o estraga-prazer, pensando naqueles que lutaram tanto ou até mais e, no entanto, não chegaram lá. E aí?
E aí o quê, é isso mesmo, é a vida, uns chegam e outros não. É, você tem razão, se todos chegassem não caberiam todos no palco. É necessário que a maioria não chegue para que alguns possam chegar. Cruel matemática a do sucesso artístico. Então a vida é injusta? É assim que ela trata seus artistas, aqueles que têm a sagrada missão de divertir e emocionar o povo? O que afinal está errado com a arte? Por que para a grande maioria a arte é um sonho que nasce colorido mas aos poucos se transforma em pesadelo e faz da vida um trágico erro de percurso?
Tenho um palpite. Ele é fruto de tudo que aprendi em minha própria vida, buscando ser escritor num país de não-leitores. Não existe fracasso na arte. Porque a arte, por si só, é a eterna celebração da vida. Aqueles que a vida escolhe para serem artistas têm a missão de fazer arte e pronto. Se conseguirão se sustentar com ela, isso é outra coisa, a arte em si nada tem a ver com isso, não lhe peçam o que não é de sua competência. A maioria dos artistas, de fato, não consegue se sustentar e desiste. Os que conseguem, a maioria abre concessões em seus ideais e assina algum tipo de acordo com a indústria de consumo rápido. Uma parte prossegue a duras penas, sempre maldizendo o sistema e envolta em amargura.
Mas há aqueles que, mesmo com reconhecimento curto e dinheirinho minguado, continuam com sua arte, são felizes e não abrem mão dela - porque não saberiam viver longe de seu grande amor. Jamais terão sua história contada no cinema mas ela, certamente, é a melhor de todas as histórias. Esses encarnam o verdadeiro espírito artístico: fazer arte pela arte. Esses deram a volta completa na roda da experiência e chegaram. Não ao estrelato, ao panteão luminoso das celebridades - chegaram ao ponto mágico de compreensão onde vida e arte se tornam uma coisa só e o dinheiro e a fama não são mais importantes do que continuar fazendo arte, continuar fazendo, continuar.
Esta crônica é uma homenagem aos que chegaram. Mas é uma homenagem ainda maior aos que chegaram ou chegarão à mais profunda verdade artística, aquela que diz que no final da jornada, lá onde paramos para enxugar o último suor de tantas labutas, nós olhamos para trás e vemos toda a estrada que percorremos. Veja, lá estamos nós, dia após dia, no ônibus, a pé, sacoleiros da esperança a carregar os sonhos de um lado para outro, vendo muitos morrer pelo caminho, arrastando os que sobram, sempre visualizando lá na frente um horizonte de recompensas - horizonte que sempre se revela apenas mais uma estação na difícil viagem.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Como adquirir o livro
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Tentee em alguns dias você estará lendo um dos melhores livros dos últimos tempos.
Beijinhos!
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